sábado, 22 de fevereiro de 2025

uma água Frize

acabei de ir à pastelaria beber uma água Frize limão. paguei 1,55€ pela mesma. disse à senhora que me atendeu, e que por acaso é brasileira, que por mais 50 cêntimos comprava 6 iguais no supermercado. ela disse que já tinha reparado nesse aspecto, e disse que devia ser uma questão cultural «vossa» beber água com gás nos cafés. ora 1,55€ por uma água a meio do dia, é bem puxado. fiquei a pensar na estupidez que é, eu que até tenho destas águas em casa porque compro sempre às dúzias delas; a de ananás é a minha favorita mas também gosto muito da de pepino com lima. fiquei sentado na esplanada a apreciar cada gole daqueles 1,55€. acendi um cigarro e preparava-me para quando saísse dali, vir escrever um romance que tenho todo na tola, pensado e orquestrado. desde que meti nos cornos que não quero publicar, a escrita flui-me como nunca o tinha conseguido. está tudo cá dentro e à medida que os dias vão passando, vou juntando historias que colecciono no dia-a-dia pelas ruas fora. hoje surgiu mais uma. e não é por nada, mas se conseguir meter no papel aquilo que se ensimesmou, vai ficar brutal. quando um gajo se liberta da ideia de que publicar é que é fixe, as cenas andam a outro nível. penso que não tenho categoria para publicar, mas também penso que quero escrever um romance para contar a mim próprio esta tal história que engendrei dentro de mim. 1,55€ de água depois e decido fazer uma pequena caminhada. li que é bom, caminhar por dez minutos depois da refeição. deve ser verdade porque aquando da minha chegada a casa, senti-me um pouco mais leve e ágil. sou adepto das sestas, aqui há dias soube que chamam de «power naps» às sestas de 25 minutos. a questão é que se eu me encosto depois do almoço, a power nap passa para «cosmic nap» pois vai durar 2h30m. mas hoje não quero dormir. quero estar bem acordado, coisa que já aconteceu desde as 5 da manhã, altura em que despertei para mais um dia-madrugada. irei escrever pois. irei contar histórias a mim mesmo. não é sempre o que nos vale para escapar à realidade dura?

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