segunda-feira, 31 de março de 2025

AI

A inteligência artificial está a minar tudo quanto é sociedade. Pessoas preguiçosas, tornam-se escritores, designers, «artistas» e tudo o que a imaginação consegue abarcar. Bill Gates diz que dentro de 10 anos os humanos irão trabalhar dois dias por semana, enquanto as máquinas fazem o seus trabalhos. Isto é para lá de assustador. 

Trabalho, actualmente, numa área onde utilizo a AI para me facilitar processos que seriam demasiado extensos e prolongados. E já sabemos que temos de ser produtivos acima de tudo. Não me sinto a perder capacidade cognitiva ou criatividade por ter de recorrer a AI, mas a verdade é que fico sempre um pouco pensativo depois de a utilizar. A AI é manhosa, enganadora, e mentirosa. É preciso espírito crítico para fazer uso dos seus dotes. Há quem fale em psicólogos empoderados pela AI. A AI está por aqui e veio para ficar. Cabe-nos destrinçar o que dela podemos utilizar convenientemente ou não. Eu não quero nada na minha vida que me destrua a capacidade de pensar por mim mesmo e de pôr na linha da vida a minha criatividade. Cada vez gosto mais do mundo analógico, mundo no qual fui criado. Brincava na rua até escurecer, e vivia num bairro onde os miúdos eram quase selvagens. Hoje em dia precisamos de ecrãs para quase tudo. É trabalho, é lazer, é compromissos, agenda e mais o diabo a sete. A AI é uma falta de respeito pelo criadores e pelos autores. É uma sanguessuga que se quer colar à pele daqueles que com esforço vêem as suas melhores ideias estropiadas e aglomeradas em grandes depósitos de informação, recolhida para nos presentear em segundos com uma resposta chapa 5.

Para onde caminhamos, humanos?

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