quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

questiono-me muito sobre

sobre os meus comportamentos perante os outros. À partida, quando confrontado com algo, tenho logo uma postura defensiva, fria e distante. Mas depois de passar algum tempo a remoer nos assuntos, torno-me mais consciente e sensível. Funciono muito por atraso, talvez isto aconteça porque a minha inteligência emocional é bastante retrógrada e lenta. Demora algum tempo a processar, a entrar nos eixos. 

Ontem, enquanto chovia o céu inteiro, pensei muito nos meus últimos dias, no final do ano e no início deste novo. É verdade, ainda estou neste processo. Viram bem a lentidão? Embora a minha terapeuta me diga que tenho feito um caminho interessante no auto-conhecimento e na reconstrução da minha identidade (um dia, quando me sentir preparado, falarei dos porquês de ser uma reconstrução), não acho que esse caminho tenha sido assim tão engenhoso. Sinto-me muitas vezes um ser demasiado primitivo. Um ser que age na base da reação instintiva e primordial. Só depois de pensar muito em algumas situações, é que atinjo a ideia central das mesmas e as ilações que deveriam ser tiradas dali. 

Ontem, enquanto chovia o céu inteiro, pensei muito em mim como alguém que já percebeu há muito que a resposta para as nossas crises, reside realmente nos outros, mas que ainda não age perante isso. Um egoísmo atroz teima em escalar sobre mim, negando a verdade e a evolução natural de alguém que cresce verdadeiramente. Acho que andamos por cá, não para nos entreter, mas sim para crescermos juntos. E eu esqueço-me muitas vezes disto. 

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