andava a dormir extremamente mal. dormia 5 a 6 horas por dia, às vezes 4 e pouco. sonho muito, e acordo frequentemente por causa das viagens que o subconsciente empreende, levando-me a sítios que, quando acordo, me deixam maravilhado e, ao mesmo tempo, assustado e perturbado. não é que sejam pesadelos, mas são ruminações esquisitas e vivências cheias de coisas aleatórias e descabidas. esta noite sonhei que uma ex-namorada era vítima de uma cabala engendrada por outra ex-namorada. aos quarenta já colecionamos algumas pessoas que entretanto se extinguiram e seguiram as suas vidas. dei comigo, no entanto, a tentar resolver aquela conspiração no meio de marisqueiras e restaurantes gourmet e outros lugares estranhos. somos aquilo que vivemos, também. no fim, foi o pai da ex-namorada que tentava incriminar a outra acabou por resolver a questão. só que o pai de uma no sonho, era na realidade o pai da outra na vida real, creio. por esta altura os mais atentos, já devem ter percebido que não uso maiúsculas nos inícios das frases. não se deve a uma mania pesudo-literária. é só porque o meu shift do teclado está meio fodido, e como tal, falha-me imensas vezes. tantas que desisti de o procurar, um pouco como fazemos com as pessoas que nos gravitaram e que já não estão.
tal como carregamos shift para mudar o rumo das letras e diferenciá-las, também temos de embutir o shift em muitas coisas nas nossas vidas. são mudanças de ritmo. são alterações àquilo que nos trava e eu estou tão dentro de uma fase dessas. de ter que mudar, sob o risco de comprometer a vida. os cuidados à volta da minha saúde são esses exemplos. só que não estou a conseguir; cedo a impulsos alimentares, empenho horas de sono, e treino menos. mas isto das mudanças ocorre estabelecendo pequenos hábitos atingíveis, não é? e aqui reparo num erro que tenho vindo a comer sistematicamente: estabelecer metas megalómanas. é esse shift que tenho de fazer. carregar na seta para cima, e começa do zero e devagar. nem sempre é fácil, até porque nestes dias de chuva mas com muita luz, a minha visão turva-se e preciso de recorrer muitas vezes aos óculos de sol. parabéns, Fernando - mais um texto sem nexo.
Sem comentários:
Enviar um comentário